

Argentino de sangue e brasileiro de coração vira o novo menino de ouro
Cinco anos depois de trocar de nacionalidade, Alejo Muniz conquista vaga para a elite mundial e deixa ‘equipe’ de Kelly Slater para ter mais espaço no surfe
Quando Conca foi eleito o melhor jogador do Brasileirão, outro argentino – de sangue, como faz questão de dizer –, alheio ao futebol, mal conseguia relaxar. Após dias de ansiedade no Havaí, torcendo pelo tropeço de alguns adversários, Alejo Muniz confirmou sua vaga na elite do surfe. A comemoração vai começar em Mar del Plata, onde mora boa parte de seus parentes, e só vai parar na catarinense Bombinhas, cenário do primeiro capítulo da história da família Muniz no Brasil. Um merecido descanso para o novo menino de ouro do Circuito Mundial. Naturalizado brasileiro em 2005 por uma motivação profissional, o surfista de 20 anos será um dos cinco representantes do país na temporada 2011.
- Sempre digo: sou argentino de sangue e brasileiro de coração - conta, rindo.
O pai de Alejo, argentino, foi trabalhar em Santa Catarina, onde hoje tem uma escolinha de surfe. Grávida, a mãe, também argentina, ficou em Mar del Plata porque Bombinhas só tinha parteiras. O hospital mais próximo ficava em Balneário Camboriú - a 30km - e, segundo a família, naquela época muitos bebês estavam morrendo na região. Alejo nasceu do lado de lá, logo veio para o Brasil, mas manteve-se argentino.
